Milho sobe em Chicago com apoio da soja e da demanda
Mercado internacional reage à expectativa de exportações dos EUA, enquanto preços no Brasil seguem estáveis
Milho avança levemente no mercado internacional, enquanto negociações no Brasil seguem cautelosas. Foto: Canva
Os preços do milho sobem levemente na Bolsa de Chicago (CBOT) na manhã desta quinta-feira. O contrato março é negociado a US$ 4,30. Na véspera, o mercado fechou com ganhos discretos.
O avanço ocorre, principalmente, devido à valorização da soja. Além disso, o mercado reage a sinais de demanda mais firme pelo milho dos Estados Unidos. Conforme análise da Granoeste, os agentes acompanham com atenção os dados de exportação do USDA.
As projeções indicam embarques semanais que podem chegar a 2 milhões de toneladas. Caso esse volume se confirme, o cenário tende a reforçar o suporte às cotações. Além disso, a recente recuperação do petróleo melhora o sentimento do mercado internacional.
No mercado brasileiro, os preços futuros mostram pouca variação. Na B3, o contrato março sobe para R$ 69,95. Já o vencimento maio avança para R$ 69,80, ambos acima do fechamento anterior.
Brasil mantém ritmo lento de negócios
No mercado físico, os negócios seguem pontuais. Produtores e compradores adotam postura cautelosa diante do atual cenário. Assim, o volume negociado permanece limitado.
No oeste do Paraná, as indicações de compra variam entre R$ 60,00 e R$ 62,00 por saca. Enquanto isso, em Paranaguá, os preços da safrinha giram em torno de R$ 65,00.
Os valores variam conforme o prazo de pagamento, a localização do lote e o período de entrega. Por outro lado, o câmbio segue estável, com o dólar cotado a R$ 5,25. Com isso, o fator cambial pouco influencia os preços internos no momento.
